segunda-feira, 4 de março de 2013

Deputado defende reativação do antigo Hospital Londrina para atender toda a região

Do CAMBÉ DE FATO: 


Deputado defende reativação do antigo Hospital Londrina para atender toda a região


O deputado estadual Gilberto Berguio Martin (Dr. Gilberto, foto) defendeu na tribuna da Assembléia Legislativa a implantação de um hospital estadual para atender a zona oeste de Londrina, o município de Cambé e ainda outras quatro cidades da região. Gilberto defendeu ainda que o novo hospital seja implantado no prédio onde funcionou o Hospital Londrina, na Av. Parigot de Souza, entre os jardins Santo Amaro e o Santo André. O prédio está abandonado mas ainda pode ser recuperado para abrigar o novo investimento. Em parte do imóvel funciona a Unidade 24 Horas e o CEOC - Centro de Especialidades Odontológicas, ambos da Secretaria Municipal de Saúde. 
O CAMBÉ DE FATO conversou com o deputado sobre a proposta. Acompanhe o relato. 

CAMBÉ DE FATO - Há realmente a necessidade de se implantar um novo hospital público na região metropolitana de Londrina?

Gilberto Martin - Temos na Região Metropolitana de Londrina (RML) um déficit de leitos hospitalares, principalmente de média complexidade, fato que tem tensionado o sistema e prejudicado a oferta de leitos de alta complexidade. O sistema de saúde da RML tem três hospitais de alta complexidade e grande porte, os Hospitais Santa Casa de Londrina, Evangélico e Universitário; um de média e alta complexidade de especialidade oncológica, o Hospital do Câncer;  dois de média complexidade nos limites de Londrina, os Hospitais da Zona Norte e da Zona Sul  e mais dois de média complexidade na área conurbada, a Santa Casa de Cambé e o Hospital Cristo Rei de Ibiporã.
Porém, mesmo com esta estrutura, uma ampla área conurbada se encontra sem uma cobertura regional mais próxima, que os abranja: a zona oeste de Londrina e a zona leste de Cambé. Nesta abrangência temos aproximadamente 150 mil habitantes, aos quais podem ser somados, pelo menos, os moradores dos municípios de Bela Vista do Paraíso, Sertanópolis, Primeiro de Maio, Alvorada do Sul, que têm acesso à RML pela PR 445. Em Cambé temos toda a faixa que margeia a PR 445, que vai do Ana Rosa ao Novo Bandeirantes e temos aí praticamente a metade da população da cidade, ou seja cerca de 50 mil moradores. Em Londrina, toda a região que vai do centro em direção a Cambé, com cerca de 100 mil habitantes, pelo menos. E se somarmos os municípios próximos que têm acesso via PR 445, esta área de abrangência deve aumentar para cerca de 200 mil habitantes.

CAMBÉ DE FATO - Há suporte técnico para a implantação deste hospital?

Gilberto Martin -Na área de abrangência que citei, temos um microssistema de saúde completo, no conceito de rede hierarquizada: três unidades de atendimento emergencial que são a UPA da Rua Curitiba (em fase de implantação) e a Unidade 24 Horas no Santo Amaro, em Cambé; a Unidade 24 do Jardim Leonor e a UPA no Sabará, em Londrina e mais 8 Unidades Básicas de Saúde em Cambé, com mais cerca de 10 UBS em Londrina, com suas respectivas equipes de Saúde da Família. Ou seja, uma bem definida rede de porta de entrada, básica e emergencial, que pode ter como referencia secundária este hospital, que ficaria como unidade hospitalar intermediária aos hospitais de alta complexidade de Londrina, diminuindo boa parte da pressão por atendimento que eles hoje sofrem.

CAMBÉ DE FATO - Por que a proposta é reativar o antigo Hospital Londrina?

Gilberto Martin - A localização da estrutura do antigo Hospital Londrina é ótima, pois fica na divisa entre Cambé e Londrina, com acesso ligado a PR 445, que o torna ágil, prático e muito fácil, tanto para receber pacientes vindo deste microssistema de saúde acima descrito, como para transportá-los aos hospitais de alta complexidade de Londrina, que seriam sua referência.
O fato de haver, nesta região uma estrutura física que já abrigou no passado um hospital de grande porte (Hospital Londrina) e que está desativada e abandonada, facilita a viabilidade da implantação deste novo hospital. 

CAMBÉ DE FATO - Tecnicamente é possível aproveitar a estrutura do antigo Hospital Londrina?

Gilberto Martin - Numa avaliação sumária que fizemos em inicio de 2011, com a presença do então secretário estadual de obras, concluiu-se que seria necessária uma verba de aproximadamente R$ 6 milhões para reconstruir a parte física do prédio e mais ou menos este mesmo valor para reequipar a estrutura e termos um hospital do porte dos Hospitais da Zona Sul e da Zona Norte de Londrina.
E isto também fala a favor da utilização desta estrutura física residual ali existente, pois facilita a reivindicação da implantação deste hospital, uma vez que implicará em custos menores que uma nova construção e aproveitará uma estrutura cujo custo ali investido, hoje se encontra em desperdício pelos anos de abandono.

CAMBÉ DE FATO - Como está o encaminhamento desta proposta?

Gilberto Martin - Venho trabalhando esta ideia desde antes de assumir como deputado estadual. Assumi no dia 7 de janeiro e, ainda no recesso da  Assembleia, na semana seguinte, no dia 15 de janeiro, estive com o secretário estadual Michelle Caputo Neto, quando tive a oportunidade de apresentar esta proposta que foi muito bem aceita pelo mesmo e que nos solicitou verificar possibilidade dos municípios elaborarem o projeto arquitetônico de inicio. Na sequência conversei por mais de uma oportunidade com o prefeito João Pavinato, de Cambé, e uma vez com o prefeito Alexandre Kireef, de Londrina, tendo o aval de ambos para a ideia. Levei esta proposta até a outros deputados de RML, o Tercilio Turini e o Luiz Eduardo Cheida, obtive apoio imediato dos dois e apresentamos em conjunto uma indicação legislativa solicitando do governo estadual a construção e implantação do Hospital da Zona Oeste.
Na sequência, convidamos e trouxemos o secretário de Saúde, Michele Caputo Neto para conhecer a estrutura do antigo Hospital Londrina e ele também se somou a proposta de estudar a viabilidade de reabrir aquele espaço como um hospital de porte médio. Agora estamos trabalhando na articulação que viabilize o desdobramento desta proposta, juntamente com a Prefeitura de Cambé e o Governo do Paraná.
Esta e uma bandeira que levantei e pretendo carregar, agregando todos os que queiram lutar por sua conquista que entendo ser útil não só para Cambé ou para Londrina, mas para toda região, na medida em que desafoga a carência de leitos hospitalares que hoje enfrentamos e amplia a chance de acesso à internação hospitalar para as pessoas de toda Região metropolitana de Londrina.

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