Heróis e anti-heróis da minha infância



 

 


Viagem ao fundo do mar - Um dos meus seriados prediletos, foi também uma grande decepção, quando descobri que o submarino Seaview era um modelo com pouco mais de um metro de comprimento, fato que ficou evidente em um episódio onde um 'gigante' luta contra o submarino e o abraça. De qualquer forma, o Almirante Nelson, vivido por Richard Basehart e o Capitão Lee Crane, vivido por David Hedison foram para mim, bons exemplos de homens íntegros e dedicados ao seu trabalho, justamente em uma época onde o meu caráter estava em formação. Vamos a mais informações, copiadas do do site http://www.infantv.com.br/viagemfundo.htm,que conta um pouco mais da história do primeiro seriado do genial Irving Allen, que marcou época. 


"O Veterano da Marinha, Nelson, é o Comandante do Seaview, um submarino atômico, cujas missões incluem o contato com desconhecidos monstros marinhos, combate a criminosos e quaisquer ameaças a segurança dos Estados Unidos. Apesar de ser classificado como submarino de pesquisas (de formas de vida nos oceanos do mundo), o Seaview envolve-se constantemente em conflitos armados.
Além de Nelson cabe ao Comandante Crane organizar todo o serviço do submarino. Crane tem um contato maior com a tripulação, principalmente com o firme primeiro oficial, Chip Morton. Além deles temos: Curley Jones que foi substituído pelo Chefe Sharkey; e os Marinheiros, Kowalski, Patterson, Riley, e muitos outros menos afortunados que deram a vida deles pelo Seaview.
É indiscutível que a estrela do seriado era o  Seaview, o submarino mais poderoso e avançado da terra, um testemunho para o gênio de seu criador, Harriman Nelson. O Seaview assumiu uma variedade de missões, e por conseguinte levou muitos passageiros: espiões, políticos, líderes mundiais, homens militares, náufragos, estrangeiros, monstros e cientistas.
Viagem ao Fundo do Mar foi o primeiro seriado criado e produzido por Irwin Allen, como uma seqüência de um filme de 1961 dirigido pelo próprio,  e acabou se tornando mais uma das séries criadas por Allen que seria clássica nos anos 60. O seriado continha uma cena muito famosa: enquanto o submarino sacudia, com os atores sendo lançados de lá para cá os lápis sobre a mesa permaneciam imóveis.
Outra curiosidade é que nas cenas em que o submarino era atacado, alguém da equipe técnica ficava segurando um balde e um martelo. Toda vez que ele batia o balde com o martelo, todos os atores inclinavam-se para a esquerda enquanto a câmara se inclinava para a direita.
O primeiro episódio da Viagem ao Fundo do Mar foi ao ar pela rede americana ABC no dia 14 de setembro de 1964, e a primeira temporada - a produzida em preto e branco - é considerada a melhor pela crítica.
A construção do Seaview foi bastante complicada. Em primeiro lugar, os técnicos em efeitos especiais não tinham a menor idéia de como era um submarino por dentro. Para resolver o problema eles recorreram à Marinha americana, que prontamente se negou a qualquer ajuda. Os Estados Unidos estavam em plena guerra fria e não seria de bom tom distribuir as plantas dos submarinos americanos (bem...na verdade os técnicos queriam apenas uma "idéia", mas nem isso conseguiram das forças navais). O jeito então foi a equipe se enfurnar em bibliotecas e museus para pesquisar os submarinos usados durante a Segunda Guerra Mundial. O que acabou salvando a pátria foram as anotações conseguidas pela produção sobre a parte interna de um submarino alemão capturado durante a guerra. Só depois de tudo pronto foi que oficiais da Marinha americana deram o ar da graça e visitaram os cenários do Seaview para dar pitaco sobre o que poderia estar certo ou errado.
O submarino da série era uma espécie de nave Enterprise da série Jornada nas Estrelas: linhas futuristas tanto externa como internamente, um certo conforto como salas enormes e corredores espaçosos - tudo bem diferente do ambiente claustrofóbico dos submarinos que nós estamos acostumados a ver nos filmes. Foi criado também o subvoador, um veículo em forma de arraia que saía debaixo do SeaView, se deslocando rapidamente e com capacidade de voar, acrescentando assim mais um toque futurista.
Um dos problemas do show, que acabou se tornando freqüente, é que apesar de invariavelmente um monstrengo dar as caras e atacar o Seaview, havia sempre um pateta da tripulação achando que "essas coisas de outros planetas não existem" e demorando a tomar as providências cabíveis. Isso tudo apesar do mesmo pateta ter enfrentado um alienígena no episódio anterior. A falta de continuidade no perfil dos personagens se tornou o calcanhar de Aquiles da série, o que acabou levando-a ao final no dia 15 de setembro de 1968, com um total de 110 episódios produzidos. Estes desencontros nos roteiros coincidiram com a exigência da ABC em cortar verbas de todas as produções, levando o seriado de Irwin Allen literalmente para o fundo do mar. Foi preciso dispensar bons roteiristas e contratar free-lancers por preços módicos e idéias não muito brilhantes".
Fonte: www.infanTv.com.br






O ator Johann Banner deu vida ao personagem Sargento de Primeira Classe Hans Georg Schultz, no seriado Guerra, Sombra e Água Fresca (Hogan's Heroes, no original em inglês). 
O seriado era ambientado no mítico Campo 13, um campo de concentração nazista, operado pela Luftwaffe (a aviação alemã na segunda guerra) e que tinha um grupo de prisioneiros aliados chefiado pelo Coronel Hogan. O comandante do Campo 13 era o Coronel Klink (de quem falaremos mais adiante). Schulz era um comilão e preguiçoso inveterado, em um estereótipo bem diferente do que foram os oficiais alemães durante a guerra. Schultz era frequentemente subornado por Hogan e seus homens com comida e bebida e quando a coisa apertava, ele dizia seu bordão: "Eu não vejo nada, eu não falo nada, eu não sei de nada"...
Johann Banner era austríaco nascido em 28 de janeiro de 1910. Ele morreu em Vienna, no dia do seu 63o. aniversário, em 28 de janeiro de 1973. 



 







Nenhum vilão ou anti-herói dos seriados que acompanhei em minha infância foi mais covarde e desprezível que o Dr. Zachary Smith, da série Perdidos no Espaço (Lost in Space, no original da CBS). 
Dr. Smith, vivido pelo ator Jonathan Harris, era ardiloso e persuasivo com as pessoas mais inocentes da trama (o menino Will e suas irmãs Penny e Judy) e estava sempre fugindo do major Don West e do Professor John Robinson. Para mim, Smith serviu como um bom exemplo de como não se comportar e hoje não deixo de ter uma ponta de simpatia pelo afetado vilão. Abaixo reproduzo um pouco do texto sobre ele que está na Wikipedia. 


Perdidos no Espaço é um seriado de televisão produzido entre 1965 e 1968, que contava as aventuras da família Robinson no espaço, a bordo da nave Júpiter 2, juntamente com o Robô B9 e o Dr. Zachary Smith (Jonathan Harris).No ano 1997, a Terra sofre com sua superpopulação. O Professor John Robinson, sua esposa Maureen, seus filhos (Judy, Penny e Will) e o Major Don West são selecionados para viajar pelo espaço até um planeta do sistema Alpha Centauri a fim de estabelecer uma colônia da Terra para que outras pessoas possam viver lá. Eles estão a ir em uma espaçonave batizada de Júpiter 2. No entanto, o doutor Zachary Smith, um agente de um governo inimigo, é enviado para sabotar a missão. Ele é bem sucedido em reprogramar o robô B9 para destruir os equipamentos da nave 8 horas após a decolagem, mas no processo atrasa-se ficando na espaçonave que decola com ele a bordo. Ele então tenta desativar o robô, mas este percebe que foi desligado e se auto religa. Sem saber do perigo que ele criou para todos, o doutor Zachary Smith decide acordar a família Robsom que estavam em tubos de hibernação e quando o pessoal menos esperavam, o robô B9 inicia a sua programação conseguindo destruir o sistema de navegação, rádio e vários aparelhos importantes da espaçonave antes de ser desativado. Com a espaçonave em sérias avarias e já muito distante da rota programada, todos a bordo tornam-se perdidos no espaço e agora lutam tentando encontrar o caminho de volta para casa.


O seriado, produzido pela CBS e que tinha como criador e produtor executivo Irwin Allen, foi ao ar pela primeira vez nos EUA em setembro de 1965, e permaneceu no ar até março de1968.
A série teve o episódio piloto mais caro da história da televisão, e que nunca foi ao ar (cenas do episódio piloto foram reaproveitadas nos primeiros cinco episódios da série). Segundo rumores da época, caso a série não fosse um sucesso, a CBS poderia quebrar pelo dinheiro gasto na produção.
Irwin Allen foi um produtor de televisão muito bem sucedido, que emplacou outros sucessos tais como "Terra de Gigantes", "O Túnel do Tempo" e "Viagem ao Fundo do Mar". No entanto, Perdidos no Espaço foi, sem dúvida, seu maior sucesso. Allen aproveitou ainda na sua série elementos do clássico de 1956, Forbidden Planet (br.: O Planeta Proibido), tais como o formato de disco da nave Jupiter 2; e o robô serviçal humanóide, que no filme era chamado de Robby.
Jonathan Harris (que interpreta o doutor Smith) foi contratado por último para participar da série, e por isto aparece nos créditos como "participação especial" (termo usado na televisão pela primeira vez no seriado). Apesar de ter sido o último personagem a ser incluído na idéia da série (no episódio piloto não há Dr. Smith nem o Robô), ele acaba sendo o centro da trama.
















4 comentários:

  1. 1. Com último ponto da ordem do dia, foi aceita, por unanimidade, a filiação de Luiz Cesar aos quadros da OPA, Organização Protetora dos Antigos. Nada mais havendo a tratar, o presidente deu por encerrada a reunião e determinou que eu, Paulo The Old Ornitorrinco Cequinel, lavrasse a presente ata. Santa Rita de Antigamente, 11 de outubro de 2011.
    2. Boas lembranças, meu caro. Eu, particularmente, não perdia nenhuma das aventuras malucas no Campo 13.

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  2. Caro Paulo:
    Fico muito honrado em ser aceito nos quadros de tão prestigiosa entidade. Aliás, melhor fazer parte dos quadros do que do acervo, né? Hehehe. Um grande abraço!

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  3. Putzgrila! Luiz Cesar, tava catando outra coisa e me deparei com teu blog. Muito legal. As velhas séries americanas eram muito boas. Túnel do tempo era minha preferida (em 1900 em não sei quanto dois cientistas americanos se perdem no infinito labirinto do tempo, era meio assim o bordão de abertura, impagável).

    Rapaz, revisitando o Hogan's Heroes, veja se o Sargento Schultz não é cara do velhaco do luLLa pós câncer. Rapaz, é igual no físico e no intelecto. "Eu não vejo nada, eu não sei de nada"...

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    1. Lula, já curado câncer apesar da sua torcida contra, anônimo, um dia morrerá como é inevitável.
      E será enterrado e dele dirão os inimigos, como você, ali vai Lula, que fez tudo errado.
      Ou, dirão seus admiradores (eu inclusive), ali vai Lula, um grande e formidável brasileiro, e seremos ampla maioria.
      Já no seu enterro, anônimo, nada de amigos, nada de desafetos, ninguém lhe dará o último adeus.
      Quem pode importar-se com quem tece críticas sempre atrás biombo confortável do anonimato?
      E você será levado, provavelmente pelo vigia da noite, e será sepultado na ala dos indigentes.
      Na sub-ala dos indigentes morais.

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