terça-feira, 12 de julho de 2011

Prefeito de Cambé rebate crítica feita à Saúde Pública pelo Jornal Nossa Cidade



Reproduzimos abaixo, texto do ofício que o prefeito de Cambé, João Pavinato, enviou à Câmara Municipal para contestar informações contidas na nota Posto 24 Horas, Sem Médico, publicada na coluna Ponto de Vista, assinada por Carlos Alberto Serpeloni, no Jornal Nossa Cidade, edição no. 1110, de 08 de julho de 2011.
O ofício é endereçado ao presidente da Câmara, Conrado Scheller, que também é colunista do jornal. Os dois juntamente com Walter Ricieri, compõe o Conselho Editorial do Jornal Nossa Cidade. Walter, por sua vez, é também Assessor de Imprensa da Câmara e Serpeloni é Controlador do Legislativo. 
Segue o texto na íntegra:



"Senhor Presidente Conrado Scheller:

Com o intuito de restabelecer a verdade a respeito de nota publicada na coluna Ponto de Vista, assinada por Carlos Alberto Serpeloni, em 08 de julho, na edição no. 1.110 do Jornal Nossa Cidade, lembrando que no momento o referido cidadão também é Controlador Interno do Legislativo Municipal, além de membro do Conselho Editorial do citado jornal, informamos:

1- As afirmações feitas pelo senhor Carlos Serpeloni em sua coluna não guardam compromisso com a verdade, com o bom jornalismo e nem com a função social dos meios de comunicação de informar a sociedade com isenção, ética e imparcialidade.

2- O caso da nota intitulada Posto 24 Horas, Sem Médico é um exemplo bem acabado de total falta de vínculo com a verdade dos fatos, com a decência jornalística e com a ética na comunicação.
A nota diz que “Já virou rotina a falta de médicos nas unidades de saúde de Cambé, especialmente no 24 horas, na região do Jardim Santo Amaro. A comunidade já não agüenta mais perder a viagem e ficar por muitas vezes sem atendimento naquele posto que deveria servir de exemplo de eficiência para toda a cidade”.
Pois bem, a verdade é que atualmente não existe falta crônica de médicos nas unidades de saúde de Cambé, como afirma de forma difamatória o referido colunista.

Em particular, no caso da Unidade de Saúde Maria Anideje (Unidade 24 Horas), em levantamento realizado pela Secretaria de Saúde, nos últimos 90 dias, em apenas 05 (cinco) períodos houve falta de médico na Unidade, ainda assim, dois destes períodos motivados por profissional que se demitiu da rede municipal sem cumprir aviso prévio. Nos dias 11 e 25 de junho, houve falta de um profissional no período após as 01h00 da madrugada; nos dias 02 e 21 de maio, falta de profissional no período da noite e em no dia 7 de abril, também houve falta após a 01h00 da madrugada.

Por outro lado, informamos Vossa Excelência e os nobres vereadores e vereadoras, que também nos últimos 90 dias, a Unidade 24 Horas realizou 20.827 (vinte mil, oitocentos e vinte e sete) consultas médicas para usuários do SUS em Cambé, ou uma média de 231 atendimentos diários. Foram 7.259 consultas médicas realizadas no 24 Horas em abril de 2011; 6.663 consultas médicas em maio de 2011 e 6.905 consultas médicas em junho de 2011.
Só de exames de Raio X, no mesmo período, foram 6.758 atendimentos feitos na Unidade 24 Horas, sendo 2.412 em abril, 2.108 em maio e 2.238 em junho de 2011. Em média, são realizados 75 exames de raios X diariamente na Unidade 24 Horas.

Só para registrar, nossa administração encontrou a Unidade 24 Horas, em janeiro de 2009, com 08 (oito) clínicos gerais e 04 (quatro) pediatras. Fizemos concurso público e autorizamos a contratação de outros 04 (quatro) clínicos gerais e mais 02 (dois) pediatras somente para a Unidade 24 Horas.

Ressaltamos que a rede municipal de saúde, e, em particular, a Unidade 24 Horas (alvo explícito da nota do colunista), é operacionalizada por uma equipe de servidores da Secretaria Municipal de Saúde e também por trabalhadores dos programas de Combate a Endemias, Saúde da Família e Núcleo de Apoio a Saúde da Família, formada por diversos profissionais da área da saúde que merece o respeito e a admiração do povo de Cambé, e que, a forma como o colunista se refere ao trabalho de desta equipe de profissionais dedicados à saúde da população é que é irresponsável e caluniosa, a nosso ver.

Os profissionais da Saúde Pública têm trabalhado com afinco para melhorar cada vez mais o atendimento a toda a população de Cambé. Prova disto é a bem-sucedida estratégia de combate e prevenção à dengue, que isolou Cambé de uma epidemia existente na região, o mesmo acontecendo com a prevenção da gripe ‘A’ em 2009. Além disso, a cidade pode comemorar o mais baixo índice de mortalidade infantil da sua história (7,05 óbitos por mil nascidos vivos), conseguido graças ao trabalho incansável de toda a saúde de Cambé, incluídos também os profissionais das redes privada e filantrópica. Lembramos ainda que Cambé foi premiada pelo Conselho Federal de Odontologia como a melhor experiência de atendimento odontológico entre cidades brasileiras com população entre 50 mil e 300 mil habitantes.

Isto só é possível por que a Prefeitura de Cambé está investindo 29% de seu orçamento próprio na área da saúde pública, enquanto a legislação obriga os municípios a investir 15% de sua receita própria. Em dois anos, fizemos concurso público para contratar mais profissionais para a saúde (foram mais de 80 contratações); investimos pesadamente na compra de remédios, que agora não faltam mais nos postos de saúde da cidade; instalamos o aparelho de Raios X na Unidade 24 Horas e ainda conquistamos grandes obras para a área, como as duas Clínicas da Mulher e da Criança (que estão em construção no Ana Rosa e no Novo Bandeirantes); a Central do SAMU (que está em fase de finalização no Jardim Tarobá) e a UPA – Unidade de Pronto Atendimento (que está em fase de licitação e será construída na Rua Curitiba, ao lado do Jardim Tupi) que vai atender a população de Cambé diariamente em regime de 24 horas . Além disso estamos ampliando a Unidade de Saúde do Jardim São Paulo e vamos ampliar também a do Ana Rosa. Também estamos ultimando projetos para a reconstrução do Centro de Saúde da Rua Presidente Kennedy, só para citar alguns investimentos na área da saúde.

Evidentemente que ainda há muito a construir e a melhorar na Saúde Pública de todo o país e não é diferente em Cambé. A dificuldade em contratar médicos, especialmente pediatras, por exemplo, é pública e a falta de regulamentação dos índices mínimos de investimentos na saúde pelos Estados e pela da União fazem com que falte dinheiro para financiar melhorias na área. Mas nem por isso concordamos com o afirmado pelo colunista Carlos Alberto Serpeloni em sua referida nota.

Aliás, o jornal Nossa Cidade cai em contradição, pois, há mais de 15 anos que a Prefeitura de Cambé disponibiliza profissionais em regime de cessão para a Secretaria de Estado da Saúde, em particular para a 17ª. Regional de Saúde, com sede em Londrina e nunca o referido Jornal ou seu colunista criticaram estas cessões em todos estes anos. Atualmente inclusive, a diretora da 17ª. É a médica Djamedes Maria Garrido, servidora de carreira da Prefeitura de Cambé. Em função do importante trabalho que Dra. Djamedes faz na 17ª. Regional, ela não tem mais agenda para atender pacientes da rede municipal.  O que chama a atenção, senhor Presidente, é que o colunista Serpeloni e o seu jornal não fazem referência a este fato. O Nossa Cidade, inclusive, noticiou com destaque a escolha da médica cambeense para a direção da 17ª. Regional de Saúde, escolha esta, aliás, que também comemoramos, pois na função que está exercendo, a médica Djamedes Garrido tem feito muito pela saúde de Cambé e dos cambeenses.

Por outro lado, o colunista não aborda todos estes fatos, deixando sua informação tendenciosa. Concluímos então, que a referida nota, mais uma vez, é motivada, somente por motivos político-eleitorais, como, aliás, é praxe constante daquele veículo de comunicação.
Atenciosamente"
João Pavinato
Prefeito Municipal de Cambé

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