quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Uma cambeense no Bolshoi: balé de Carolina é fruto do esforço da família

Carolina e a família, em foto de arquivo
Carolina em pose para o CAMBÉ DE FATO

Da Secretaria de Comunicação da PMC:

Muito talento e disciplina em dose dupla. É com estas virtudes que Carolina Zaborne Oliver e Silva, uma adolescente de 16 anos de idade, enfrenta durante praticamente todo o ano uma jornada de treinamentos diários, ensaios nas proximidades de apresentações, distância da família e um cotidiano pautado em regras que uma menina da mesma idade, em situação normal, teria dificudades de cumprir.
Carolina, uma cambeense que nasceu em Londrina, mas vive em Cambé desde quando ainda era bebê, é bolsista da Escola de Teatro Bolshoi no Brasil, em Joinville, Santa Catarina. Ela tinha menos de 13 anos quando iniciou no balé, como aluna do Balé Funcac, da Fundação Cultural e Artística de Cambé.
Foi nesse período que assistiu a um espetáculo do Balé Bolshoi no Brasil, em Londrina. Após a apresentação Carolina subiu ao palco em companhia de algumas colegas para pedir autógrafos e tirar fotografias com algumas dançarinas.
Ela lembra que, na ocasião, um professor do Bolshoi chegou a perguntar se a cambeense fazia balé. Mas naquele tempo a pretensão de Carolina ainda era modesta e ela, quando muito, mal sonhava fazer parte de um espetáculo como o que acabara de assistir.
Concluído o primeiro ano de estudo no Balé Funcac, Carolina se deparou com uma grande oportunidade. Na condição de pré-indicada, a adolescente participou da primeira fase da audição do Bolshoi, realizada em Ibiporã. Selecionada, Carolina foi chamada para a fase final, em Joinville, onde também se saiu vitoriosa.
O resultado positivo provocou, porém, uma virada na vida da família da adolescente. A primeira mudança a ser enfrentada foi a de Carolina viver longe dos pais, Carla Zaborne e Agnaldo Luís e Silva, e da irmã, Lavínia, hoje com 13 anos.
Gozando de uma curta temporada de férias de início de ano, Carolina está m Cambé e aproveita para visitar as amigas, inclusive as colegas do Instituto Auxiliadora e do Colégio Attílio Codato. Em Joinville, além das atividades na Escola de Teatro Bolshoi no Brasil a adolescente frequenta aulas no segundo ano do ensino médio.
Encerradas as férias, Carolina inicia o terceiro ano do curso de balé e já sabe que terá pela frente uma temporada de apertos. No ano passado, ela esteve com a família quatro vezes, embora tivesse contatos pela internet e pelo telefone quase todos os dias.
Morando em locais denominados Casa do Balé, a adolescente convive com bolsistas de vários estados brasileiros. Carolina tem inclusive a ajuda de uma família de Joinville para se manter no balé. Neste terceiro ano do curso, ela tem pela frente algumas disciplinas novas, como piano, dança caráter, teoria da dança e dueto par. Enfrentará também durante o ano três avaliações para ver se está acima ou abaixo do peso de uma bailarina de sua idade e porte físico.
Quanto aos caprichos de uma adolescente, Carolina se mostra muito consciente: na Escola do Bolshoi, a displicina e o respeito estão em primeiro lugar. Os sapatos, por exemplo, não podem fazer barulho. Brincos são admitidos, mas desde que sejam discretos. O esmalte nas unha devem ser de cores suaves.
Fora isso, nada de mais complicado. Carolina quer ganhar a perfeição no balé no exterior, possivelmente em palcos da Europa. Já passou por provações e venceu por esforço sobretudo dos pais, que lutaram muito por recursos para manter uma filha em um curso que, apesar da bolsa de estudo, é dispendioso.

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