sábado, 31 de outubro de 2009

Prefeitura resgata patrimônio histórico-fotográfico da cidade

O maior registro histórico-fotográfico da da colonização de Cambé já está definitivamente guardado no Museu Histórico da cidade.
A Fundação Cultural e Artística de Cambé recebeu em doação cerca de 2.300 negativos do arquivo pessoal de Arthur Eidam, pioneiro da fotografia na cidade, que dirigiu o Foto Arthur de 1940 a 1970. “O estabelecimento ficou em atividade até 1974, dirigido por Vigand Eidam, filho de Arthur”, informa Cezar Cortez, diretor do Museu Histórico de Cambé, lembrando que por mais de 30 anos a vida da cidade foi registrada pelo Foto Arthur.
A negociação com a família Eidam visando a aquisição dos negativos das fotos começou em 1993, quando a Prefeitura com o apoio cultural da empresa Granosul adquiriu 1.200 negativos dos arquivos do Foto Arthur. “Somando os 2.300 que recebemos em doação agora, temos ao todo 3.500 negativos, formando o maior acervo fotográfico sobre a colonização da cidade” afirma o presidente da Funcac e ex-diretor do Museu, Eduardo Pavinato.
Em 2007 o Museu deu início à digitalização da primeira parte dos negativos, através de convênio com a Petrobrás, que financiou também a os custos de impressão das fotos. “Todo o material passou por uma limpeza, classificação, acondicionamento e analise técnica antes da digitalização. Com isso foi possível imprimir as imagens em suporte de papel, facilitando o acesso ao público e a pesquisadores”, diz Cezar Cortez.
Acompanhando o segundo lote de negativos, os filhos Vigand e Dietmar doaram também todo o material de trabalho do antigo Foto Arthur. São câmeras fotográficas da época, material de iluminação, flashes, cenários, entre outros artefatos que estão agora incorporados ao acervo do Museu.

Caderno Fotográfico
Para comemorar o momento a Fundação Cultural e o Museu lançaram o Caderno Fotográfico Cambé nas lentes de Arthur Eidam, que conta a história do pioneiro e sua relação com a cidade, ao mesmo tempo que publica diversas fotos de Cambé nos tempos da colonização (anos 40 a 70). “A pedido do prefeito João Pavinato, este Caderno de Memória, tem uma tiragem inicial de quase 2 mil exemplares para que a obra possa ser distribuída para todas as escolas da rede pública (estadual e municipal) e particular”, diz Eduardo Pavinato.
O lançamento do livro contou com a presença de Dietmar Eidam e Alvim Eidam, respectivamente filho e neto de Arthur Eidam, além de outros familiares que agradeceram a iniciativa da cidade. “Só temos palavras para agradecer o que Cambé está fazendo por nosso pai”, disse Dietmar. Por sua vez, o prefeito agradeceu a família pela doaçao do segundo lote de negativos. “Hoje é um dia de festa para Cambé que consegue resgatar uma parte importante de sua história a partir de uma iniciativa nobre da família. É um verdadeiro presente de aniversário para a cidade”, disse João Pavinato.

De volta aos anos 60
A cerimônia de lançamento do Caderno de Memória com as fotos de Arthur Eidam também inaugurou a exposição de fotos organizada pelo Museu no Centro Cultural de Cambé.
Em um belo trabalho de instalação, a equipe do Museu reproduziu fielmente a fachada do antigo Foto Arthur na entrada da sala de exposições, de forma que o visitante tem a sensação de estar entrando no antigo foto. No espaço interno estão fotos e objetos, com destaque para as câmeras fotográficas e os cenários utilizados por Eidam por mais de 30 anos.
Também estão em expostos 20 banners com imagens de fotos de Arthur Eidam, que após a exposição no Centro Cultural vão percorrer as escolas municipais dentro do projeto Imagens de Arthur Eidam, que terá também palestras proferidas pela equipe do Museu nas escolas.
A exposição Cambé nas Lentes de Arthur Eidam fica em cartaz no Museu Histórico (Pça. Santos Dumont, 161) até o dia 13 de novembro. A visitação é aberta e gratuita ao público e pode ser feita no período da manhã, entre 8h30 e 11h30 e à tarde das 13h00 às 17h00. O fone do Museu Histórico é 3174 0291.

Nenhum comentário:

Postar um comentário