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quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Paraná lidera assassinatos de mulheres no Sul do Brasil

Rodrigo Batista - Redação Bonde  25/09/2013 -- 14h22

O Paraná é o estado da região Sul com maior número de mortes violentas contra mulheres, segundo estudo preliminar realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e divulgado ONTEM (25).

Os dados revelam que para cada 100 mil mulheres, 6,49 são mortas por parceiros ou alguém com quem ela tenha algum contato afetivo. 
A taxa de feminicídio – termo utilizado pelo Ipea para designar os homicídios de mulheres – no Paraná ficou acima da média nacional (5,82 mortes por 100 mil mulheres) e bem a frente dos números registrados pelos vizinhos mais ao Sul – Santa Catarina com 3,28 e Rio Grande do Sul com 4,64 mortes. A Região Sul apresenta taxa de 5,08 assassinatos, a menor do Brasil. 
A apuração realizada pelo Ipea leva em consideração os feminicídios cometidos entre os anos de 2009 e 2011. No triênio, foram cometidos 16.993 homicídios que envolvem mulheres. 
O Estado já figurava com altas taxas de mortes de mulheres de acordo o Mapa da Violência, divulgado em 2012, sobre assassinatos de mulheres, realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). 
Entre as cem cidades com mais feminicídios, dez são paranaenses. Neste cenário, o município de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, aparece com a segunda maior taxa de homicídios femininos (24,4 mortes para cada 100 mil mulheres), atrás somente da cidade de Paragominas (PA). Com relação às capitais, Curitiba, segundo relatório do Cebela, é a quarta colocada no ranking de assassinatos de mulheres no Brasil. 
A delegada da Delegacia da Mulher de Curitiba, Márcia Rejane Vieira Marcondes, vê com cautela os números e diz que não se pode afirmar que esses dados sejam relacionados especificamente com a violência contra a mulher, mesmo que exista o problema de o Paraná estar acima da média nacional. "Hoje as mulheres estão em várias profissões, assim como também estão envolvidas na criminalidade. Esses dados não distinguem de que forma essas mulheres morreram". 
A delegada esclarece que, apesar de o Paraná ter um método mais consolidado de coleta de dados, na comparação com outros estados brasileiros, "seria um exagero" atribuir todos os homicídios femininos - tanto os dados do Ipea quanto os do Cebela - somente à violência de gênero. (atualizado às 15h24)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Câncer é a segunda causa de morte no Paraná

Do Londrix, com AEN:

A Secretaria Estadual da Saúde constatou que as neoplasias (câncer) são a segunda maior causa de mortes no Estado. A primeira são as doenças do aparelho circulatório, como acidente vascular cerebral (AVC) e infarto agudo do miocárdio.

Segundo a UICC, organização não governamental internacional, com sede na Suíça, que promove ações de prevenção e controle da doença em 120 países, 12,7 milhões de pessoas são diagnosticadas anualmente com algum tipo de câncer no mundo, e 7,6 milhões morrem em decorrência da doença.

O Ministério da Saúde estima que, em neste ano, 530 mil pessoas terão diagnóstico positivo para algum tipo de câncer, no Brasil. No Paraná, no ano passado, cerca de 44 mil pessoas foram internadas em decorrência da doença.

Técnicos da saúde alertam para os comportamentos de risco que podem contribuir para o desenvolvimento do câncer. “O aumento da expectativa de vida, aliado ao tabagismo, sedentarismo, estresse e alimentação não saudável são fatores que têm contribuído para aumentar o número de neoplasias e a mortalidade por essas doenças”, diz Alice Eugênia Tisserant, chefe da Divisão de Agravos Não Transmissíveis da Secretaria. Segundo ela, as pesquisas mundiais mostram que a prevenção passa pela mudança nos hábitos de vida. “A obesidade, por exemplo, já vem sendo comprovada como fator de risco para o câncer da próstata e de mama”.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Paraná alcança superávit de R$ 2,28 bilhões nas contas públicas

Da AEN: 


O Paraná fechou o segundo quadrimestre do ano com superávit primário de R$ 2,28 bilhões, 19% maior que o alcançado no mesmo período de 2010. O dado faz parte do balanço financeiro do Estado, apresentado nesta segunda-feira (26), na Assembleia Legislativa, pelo secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly. De acordo com o secretário, de um orçamento previsto de R$ 26 bilhões, o governo já realizou, nos primeiros oito meses do ano, 61,45%, ou R$ 16 bilhões.

O balanço mostra que a receita tributária total do Estado teve acréscimo de 11,65% sobre o mesmo período do ano passado. O maior aumento ficou por conta do IPVA, que cresceu 16,29%; o ICMS teve elevação de 10,36%. De acordo com o balanço, o governo conseguiu economizar 18% no custeio da máquina pública e em função de contratos e convênios do governo anterior que foram cancelados.

Os gastos com a folha de pagamento estão acima do permitido pela Lei de Responsabilidade, porque o governo anterior obteve acordo com o Tribunal de Contas (TC) para expurgar do cálculo o imposto de renda e o pagamento de pensionistas. Com isso, os números eram mascarados desde 2007.

Para readequar os gastos, como parte da política de transparência do governo Beto Richa, o secretário Luiz Carlos Hauly obteve novo acordo com o TC, chamado de termo de ajuste – o governo tem oito anos para reenquadrar os gastos reais com pessoal, reajustando os números em 12,5% ao ano.

A Secretaria da Fazenda tem, ainda, problemas sérios a resolver em função das dívidas deixadas pelo governo anterior. A pendência de R$ 1,1 bilhão que o Estado deve para a Paraná Previdência é uma delas. O problema dos precatórios, os títulos podres comprados do Estado de Santa Catarina e dos municípios de Osasco e Guarulhos e os altos juros pagos pelo Paraná em sua dívida com a União são outras pendências graves. Os gastos com a dívida já somam R$ 1,2 bilhão neste ano.

Num outro exemplo de gastos que impactam o balanço financeiro do Estado, Hauly informou que na semana passada o governo do Paraná pagou R$ 1,9 milhão a advogados dativos (nomeados pela Justiça para defender réus que não têm como pagar um advogado). O valor decorre de processo impetrado pela OAB-PR porque o governo anterior nem pagou os profissionais nem criou a Defensoria Pública, como era exigido por lei.