Powered By Blogger
Mostrando postagens com marcador UEL pode acabar com cotas raciais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador UEL pode acabar com cotas raciais. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cotas raciais na UEL podem acabar

Do Londrix:



A partir do vestibular de 2013 da Universidade Estadual de Londrina (UEL) as cotas raciais, reservadas para candidatos que se autodeclaram negros ou pardos e que estudaram em colégios públicos, podem ser anuladas. A questão, entre outras possíveis mudanças relacionadas a reserva de vagas, será decidida na sexta-feira, dia 26, pelos 52 membros do Conselho Universitário da instituição.
Um debate, aberto para população, no auditório do Sindicato de Bancários de Londrina foi realizado esta semana para discutir o assunto e também está marcada uma reunião na Câmara Municipal tendo a questão em pauta.
O Fórum Intergovernamental de Promoção da Igualdade Racial (Fipir), vinculado à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social (Seppir), emitiu uma nota ontem relacionada à decisão: ''esperamos que este processo de debate e suas conclusões mantenham a coerência com os esforços nacionais e internacionais de promoção da igualdade racial, de valorização da participação digna e ativa da juventude negra no presente e no futuro do Brasil''.
De acordo com o Fipir, ações afirmativas contribuíram para aumentar de 34,2% (em 2003) para 40,8% (em 2010) a presença negra no total de estudantes em universidades federais. ''Contudo, é forçoso notar que de 2005 a 2010, sob a vigência do sistema de cotas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), os negros representaram apenas 7,08% do total de estudantes matriculados'', afirmou a nota.
Para a estudante do 4º ano de Ciência Sociais, que entrou na UEL pelas cotas, Larissa Mattos Diniz, a situação tem explicação. ''A (Universidade) Federal do Paraná, a UnB (Universidade de Brasília) alcançaram 40% de presença de cotistas porque não existe proporcionalidade. Na UEL, as vagas para cotas dependem do número de candidatos inscritos, por isso que hoje tem 7% de negros e não 20%'', comentou Larissa, que faz parte do movimento Coletivo Pró-cotas, o qual defende o fim da proporcionalidade.
Segundo a gestora pública de Promoção da Igualdade Racial de Londrina, Maria de Fátima Beraldo, ''houve um avanço em função das cotas na UEL, que impactaram de forma positiva a sociedade londrinense e a manutenção dessa política é importante para a sociedade, não só regional, mas brasileira também''.
A professora do Núcleo de Estudos Afro-Asiáticos (NEAA) da UEL, Rosane da Silva Borges, acrescentou que existem no país 189 universidade que oferecem cotas, das quais 89 ofertam cotas raciais. ''Essa é uma oportunidade para Uel manter política de ação afirmativa e contribuir para melhoria de índices desiguais no ensino superior. Nos últimos sete anos as cotas só trouxeram benefícios não há porque retroceder.''
No Paraná, além da UEL, a Universidade Federal do Paraná (UFPR) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) também oferecem cotas raciais. A Universidade Estadual de Maringá (UEM), oferta cotas sociais para estudantes de colégio públicos.
 O Conselho Universitário da UEL tem 52 membros, entre estudantes, funcionários, reitores, professores. O atual sistema, em vigor desde 2005, estabeleceu a reserva de 40% das vagas dos cursos de graduação, ofertadas em concurso vestibular, para estudantes oriundos de escolas públicas; sendo que até metade destas vagas são reservadas a candidatos que se autodeclaram negros. A votação que será realizada na sexta-feira já estava prevista, quando foi aprovado o sistema de cotas em 2004.