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domingo, 14 de julho de 2013

New York Times analisa as tentativas de Dilma de atender pedidos das ruas

Do Jornal O Globo:

'NYT' analisa as tentativas de Dilma de atender pedidos das ruas
Reportagem do jornal americano destaca também a queda de popularidade da presidente brasileira
O GLOBO Publicado:14/07/13 - 10h37 Atualizado:14/07/13 - 16h46

RIO - Publicada neste domingo, reportagem do jornal americano “New York Times” fala sobre as dificuldades da presidente Dilma Rousseff em conter os protestos no Brasil e atender aos pedidos dos manifestantes. O veículo destaca, entre as medidas de emergência, o programa para trazer médicos de outros países e o pacote de reformas políticas.
“Dilma e sua equipe estão pressionando os legisladores para aprovar um pacote de reforma política às pressas, uma ou outra versão de que foi definhando no Congresso desde meados da década de 1990. Mas a oposição, a mídia e o público parecem desconfiados da iniciativa, que é visto por alguns críticos como uma tentativa do Partido dos Trabalhadores de criar condições que lhe permitam permanecer no poder para sempre”, escreve o jornalista Larry Rohter.
O jornal fala ainda sobre a queda de popularidade da presidente:
“O descontentamento popular, que também é dirigido aos partidos de oposição e os seus líderes, pegou Dilma e seus assessores desprevenidos, como fez com quase todos os outros. Depois de uma década em que milhões de brasileiros saíram da pobreza para a classe média, matrículas nas universidades dobraram, o emprego e os salários cresceram espetacularmente e a desigualdade social diminuiu, eles esperavam que os beneficiários dessas mudanças fossem gratos.”

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/nyt-analisa-as-tentativas-de-dilma-de-atender-pedidos-das-ruas-9030009#ixzz2Z4U0y9hp
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Para brasileiros, mídia é a entidade mais confiável

De O Globo:

Para brasileiros, mídia é a entidade mais confiável
‘Estudo Edelman 2013’ entrevistou mil pessoas no país
O GLOBO  Publicado:14/07/13 - 16h51

SÃO PAULO — Em meio a diversos questionamentos sobre a credibilidade das instituições no país, a mídia é a entidade mais confiável para a maior parte dos brasileiros, de acordo com o “Estudo de confiança Edelman 2013”. Segundo o levantamento, que ouviu 31 mil pessoas em 26 países, mil delas no Brasil, veículos de comunicação são confiáveis para 66% dos brasileiros. Em seguida, estão as empresas (64%), ONGs (59%) e governo (33%).
O resultado segue a mesma tendência da pesquisa sobre corrupção no mundo divulgada semana passada pela Transparência Internacional, segundo a qual a percepção sobre corrupção envolvendo a mídia no país é menor na comparação com a maioria dos países.
— São medições diferentes, mas que convergem ao demonstrar a confiança que a mídia tem por parte da população — disse o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira.

Crença no governo se mantém baixa, diz pesquisa
O Estudo de Confiança Edelman, divulgado em março, é realizado desde 2001 com pessoas de diferentes classes sociais e idades. Entre 2007 e 2012, o primeiro lugar na confiança dos brasileiros era ocupado pelas empresas. É a primeira vez que a mídia ocupa o primeiro lugar neste índice de confiança.
— É um dado muito eloquente que demonstra reconhecimento da opinião pública em relação ao bom trabalho da mídia de melhor informar as pessoas, buscar cobertura de todos os assuntos, investigar aquilo que precisa ser investigado — diz o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira, para quem a continuidade do exercício do jornalismo feito com profissionalismo e independência fortalece o resultado da pesquisa.
Para o vice-presidente executivo do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, a liderança da mídia no ranking deste ano pode ser associada à cobertura ampla de temas ligados ao combate à corrupção, em especial em 2012, quando houve o julgamento do mensalão.
— A mídia toda trabalhou a questão do combate à corrupção, acho que isso explica um pouco o fato de ela ter ascendido e o índice do governo se manter baixo — diz Itacarambi.
A mesma pesquisa mostrou que os entrevistados confiam mais em “pessoas comuns”, como empregados, funcionários públicos, especialistas e acadêmicos, do que nos CEOs de empresas ou funcionários de alto escalão de um governo.
— Isso demonstra que as pessoas acreditam mais em quem não tem interesse político ou financeiro envolvido — conclui o dirigente do Ethos.
Já de acordo com o ranking da Transparência, o índice de percepção da mídia como instituição corrupta no Brasil é de 38%, próximo do registrado em países como Suíça (36%), Bélgica (37%) e Espanha (41%). O índice é bem mais alto em países como México (55%), Estados Unidos (58%), Reino Unido (69%) e Egito (80%).

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